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Estudo de caso · A DECISÃO DE PRÉ-PAGAMENTO

Os juros que a empresa esperava evitar não estavam de fato lá.

DISPOSITIVOS MÉDICOS · TESOURARIA E ESTRUTURA DE CAPITAL · BRASIL

16 operações revisadas“Juros evitados” recalculados para ≈ zero em base descontada
Dezesseis pastas anônimas azul-marinho em grade de quatro por quatro sobre mesa marfim, uma levemente elevada e um disco dourado fora da grade

A situação

Uma recuperação tributária judicial relevante estava por entrar na conta da empresa. O plano era direto e intuitivo: usar o valor para liquidar a dívida mais caras de uma carteira de dezesseis operações e registrar os juros economizados. Um número para essa economia já havia sido apresentado internamente e colocado em um slide.

O que os números mostraram

O número era nominal, sem desconto, e ignorava integralmente as multas de pré-pagamento. Reconstruída corretamente, a carteira contava outra história:

  • Três dos bancos usavam cláusulas make-whole que descontam os fluxos remanescentes a aproximadamente a mesma taxa que o caixa renderia se permanecesse aplicado. Contra esse uso alternativo do caixa, o pré-pagamento fica próximo de neutro em VPL, e não gerador de valor.
  • Um contrato trazia multa fixa mensal punitiva que tornava o pré-pagamento francamente negativo em VPL.
  • O mesmo contrato continha cláusula de vencimento antecipado acionada pelo pedido de renegociação com qualquer credor — ou seja, o ato de abrir conversa em outro ponto da carteira poderia antecipá-lo.
  • O critério correto de priorização não era a taxa de juros de manchete, mas os juros futuros evitados por unidade de caixa aplicada, o que rebaixou várias operações que pareciam caras mas estavam próximas do vencimento.
  • A tributação do principal recuperado não havia sido avaliada e podia reduzir o caixa líquido disponível materialmente abaixo do valor com que se planejava.

A decisão

Pré-pagar seletivamente, e pelas razões corretas: proteção de covenants, liberação de garantias reais e liberação de avais — não economia de juros, que não estava lá.

O que mudou

Um plano construído sobre um número que não teria se sustentado foi substituído por um construído sobre um número que se sustentava, e um risco de covenant que ninguém havia precificado veio à superfície antes de ser acionado.

O que este trabalho não foi

Não foi parecer tributário. O tratamento do principal recuperado foi sinalizado para a assessoria tributária da empresa, não resolvido por nós.

Anonimizado a pedido do cliente. Os números são apresentados como faixas ou proporções quando os valores absolutos permanecem comercialmente sensíveis.

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Comece pelo diagnóstico. Avaliamos a decisão, entendemos o escopo e recomendamos o melhor caminho.

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